domingo, 30 de dezembro de 2012



MINI - HISTÓRIA POLÍTICA DE RAUL SOARES


Em 20 de janeiro de 1924, ás treze horas, realizou-se a sessão solene de instalação da Câmara Municipal da Vila Matipóo, futuro município de Raul Soares.
Joaquim Milagres Sobrinho, João Domingos da Silva, José Maria de Souza, Francisco Costa Abrantes, Joaquim José da Silveira, Carlos Gomes Brandão e Raimundo Rafael Coelho, foram os vereadores eleitos que prestaram juramento.
Foi eleito presidente o vereador Carlos Gomes Brandão e vice – presidente o vereador Raimundo Rafael Coelho.
Em 27 de maio de 1927 empossaram-se os novos vereadores: Edmundo Rocha, Mário Augusto de Figueiredo, João Domingos da Silva, Romualdo José de Miranda, Aristides Pancrácio Alves de Souza, Joaquim Milagres Sobrinho e Francisco Firmino Pinto.
A presidência da Câmara Municipal coube ao vereador Edmundo Rocha, por se ele o vereador mais votado. Dupla era a função do presidente da Câmara: Legislativa e Executiva.
A revolução de 30 fechou as câmaras de vereadores e criou o cargo de prefeito. O ex-vereador João Domingos da Silva, foi nomeado para o cargo de prefeito de Raul Soares.
Em substituição à Câmara Municipal foi criado o Conselho Consultivo Municipal e nomeados conselheiros os cidadãos Francisco Ferreira Maia, Romualdo José de Miranda, Presciliano Gomes Silva Barros, Salim José Jorge e Domingos Ferreira de Andrade. Posteriormente, Romualdo José de Miranda foi substituído por José Pereira Lisboa e Presciliano Gomes Silva Barros por Bernardino Aladino Caldas.
O sucessor do Prefeito João Domingos da Silva foi o Eng.º Otávio Rodrigues Alves, também nomeado.
Em 17 de junho de 1936 a Câmara Municipal de Raul Soares voltou a funcionar. Os novos vereadores eleitos foram Antonio Vieira dos Santos, José Paolielo, Artur Pena, Aristides Pancrácio Alves de Souza, Raimundo Soares Albergaria Filho, Vicente Gonçalves Vieira, Carmo Ferreira Parente, Luiz Domingos da Silva e Manoel Rodrigues da Costa.
Conforme o disposto na Lei nº 55, de 28 de dezembro de 1935 e no art. 5º das Disposições Transitórias da Constituição do Estado, foi eleita a Mesa Diretora da Câmara, verificando-se o seguinte resultado: Presidente- Antonio Vieira dos Santos, seis votos e três votos em branco. Para 1º Secretário o eleito foi o vereador José Paolielo, com 6 votos e três votos em branco. Para 2º secretário o eleito foi Raimundo Soares de Albergaria Filho, com seis votos e três votos em branco.
Os vereadores de 1936 elegeram o primeiro prefeito constitucional do município de Raul Soares, para o período de 1936 a 1940. Foi eleito o médico Durval Octávio Grossi, com seis votos válidos e três votos em branco.
Em virtude do golpe que instituiu o Estado Novo, em 1937, o período do mandato do prefeito Durval Grossi estendeu-se até 1945.
No período de 1945/1946 Raul Soares teve vários prefeitos: Luiz Domingos da Silva, José de Oliveira Juncal (Juiz de Direito), Engº Antonio Matos Jardim, Décio Martins (secretário da Prefeitura), Benevenuto Lobo Pereira e Carlos Cotrim Berla. Todos eles nomeados pelo Governador do Estado.
Em 1946, na primeira eleição após a queda da ditadura foram eleitos os candidatos do Partido Social Democrático – PSD, sob a liderança de Luiz Domingos da Silva : Nilo de Abreu, prefeito e José Zeferino Pires, vice-prefeito. O grupo derrotado, liderado por Gerardo Grossi, teve como candidato o médico Heitor Soares de Moura.
Em 1947, Luiz Domingos da Silva, foi eleito deputado estadual constituinte.
Em 1950, o deputado Luiz Domingos da Silva disputou a eleição municipal levando de vencida o vermelhense Carlito Ferreira Brandão, candidato de uma coligação liderada por Gerardo Grossi, da qual faziam parte a União Democrática Nacional – UDN, o Partido Republicano – PR e o Partido Trabalhista Brasileiro – PTB; este fundado por Hugo de Aquino Leão.
Uma proeza eleitoral de Carlito:
Venceu Luiz Domingos da Silva, na cidade, por 71 votos. Contudo, a ascendência política de Luiz Domingos da Silva nos distritos garantiu-lhe uma tranquila vitória.
Em 3 de outubro de 1954, foi escrita uma nova página na história política de Raul Soares. O prefeito eleito foi José Zeferino Pires, que totalizou 4.963 votos contra 4.796 votos de Carlito Ferreira Brandão. Uma diferença de apenas 167 votos.
Em 3 de outubro de 1958, em sua terceira tentativa, Carlito Ferreira Brandão foi protagonista de expressiva vitória eleitoral. Obteve 5.934 votos contra 4.187 votos dados a Manoel Máximo Barbosa. Uma diferença de 1.747 votos.
Em 7 de outubro de 1962 Gerardo Grossi foi eleito deputado estadual pela União Democrática Nacional – U D N. Num eleitorado de menos de dez mil votos Gerardo Grossi obteve 4.975 votos. A votação do grande líder foi praticamente igual a do seu candidato a prefeito (Wilson Damião), que obteve 5.071 votos. A vitória de Damião sobre o adversário foi por 470 votos. Sotero Silveira de Souza, o candidato a vice-prefeito eleito, obteve 4.837 votos. Até esta eleição votava-se separadamente em prefeito e vice-prefeito, daí a diferença de votos.
Nas eleições de 1966 o prefeito eleito foi Sotero Silveira de Souza tendo como vice-prefeito Sílvio Nogueira de Castro.
Em 1970, o vitorioso foi novamente Wilson Damião, para o segundo mandato. Um mandato chamado ‘tampão’,de apenas dois anos; para coincidência de mandatos segundo os políticos estaduais. O vice-prefeito eleito foi José Zeferino Pires.
Em 1972, foi a vez de José Constantino Gonçalves eleger-se, tendo como vice-prefeito Lino Pinto, um grande líder político de Vermelho Novo.
Em 1976, houve continuidade na vitoriosa carreira política de Wilson Damião, eleito para o terceiro mandato, tendo como companheiro de chapa José Macário da Luz, uma das maiores lideranças políticas de Vermelho Velho.
José Macário da Luz, assumiu o cargo de prefeito, em virtude do falecimento de Wilson Damião.
Em 1982, numa acirrada disputa por seis sublegendas (três da Arena e três do MDB), Sotero Silveira de Souza conquistou o seu segundo mandato. Uma vantagem apertada de 149 votos. O vice-prefeito eleito foi Hely Goulart.
Em 15 de novembro de 1988 Wiron Francisco de Souza Xavier foi o vitorioso tendo como companheiro de chapa José Constantino Gonçalves. Obteve 6.093 votos, contra 3.532 votos de Hely Goulart, 3.060 votos de Jaime Peixoto Filho, 484 votos de Sílvio Nogueira de Castro, 437 votos de Nivaldo Correia e 145 votos de Antonio Leal Dutra.
A administração da dupla Wiron/Constantino foi muito profícua e amplamente aprovada pela população.
Ante o sucesso da administração Wiron, da qual fez parte como vice, aliado ás suas qualidades políticas, José Constantino Gonçalves foi eleito novamente prefeito em 1992, o seu segundo mandato como prefeito.
A vitória sobre o candidato adversário (Sotero) foi por 594 votos.
Constantino teve em Paulo César Pires um excelente vice-prefeito. Eficiente, discreto e sempre presente nos momentos necessários.
Em 3 de outubro de 1996, Sotero Silveira de Souza registrou a conquista do terceiro mandato de prefeito. Elegeu com ele o vice-prefeito José Samuel de Souza. Derrotou o candidato Renato Machado pela diferença de 567 votos.
Em 3 de outubro de 2000, o vitorioso foi Homero Ribeiro, tendo como vice-prefeito Belchior de Almeida César. A diferença sobre o segundo colocado (outra vez Renato Machado) foi de 576 votos. A votação de Homero representou 30,54% dos votos válidos.
Com a eleição de apenas quatro vereadores pelo seu partido Homero ficou sem cobertura parlamentar defrontando uma acirrada oposição que criou muitos problemas à sua administração.
Nas eleições realizadas em 3 de outubro de 2004 o prefeito eleito foi Vicente de Paula Barbosa, vereador com três mandatos, presidente da Câmara Municipal no 1º biênio 200l/2002; com base política no distrito de São Vicente da Estrela. A diferença sobre o segundo colocado (mais uma vez Renato Machado), foi de 260 votos, sendo 255 votos na sede do município e 5 votos nos distritos. O vice-prefeito eleito foi Laudácio Lasmar Lopes, funcionário concursado da Caixa Econômica Federal; um político vitorioso na sua primeira experiência eleitoral.
A votação obtida pela chapa Vicente/Laudácio correspondeu a 28,35% dos votos válidos.
A grande novidade nestas eleições foi a eleição de uma mulher, Fernanda Crystine de Souza Lima, para a Câmara Municipal. Antes, somente Wilma Menezes o conseguira, nas eleições de 1982.
A dispersão de votos em 2004 repetiu e agravou o ocorrido nas eleições de 2000. O resultado definiu o nível das incertezas e a desconfiança do eleitorado nos políticos.
Nas eleições de outubro de 2008 Vicente de Paula Barboza disputou á reeleição tendo como candidato a vice-prefeito Altivo de Melo. O seu adversário foi Laudácio Lasmar Lopes que nas eleições de 2004 foi seu companheiro de chapa, então, eleito para o cargo de vice-prefeito. Vicente reelegeu-se com 7.053 votos contra 5.932 do candidato Laudácio. A expressiva vitória pela diferença de 1.121 votos foi conseguida nos distritos já que na sede do município Laudácio obteve a maioria de 260 votos.
Vicente elegeu quatro vereadores para a câmara, mas sempre contou com o voto de um vereador da oposição, eleito pelo PT, em todos os momentos que precisou.
Nas eleições de 7 de outubro de 2012 o prefeito eleito foi o vereador de três mandatos pelo DEM (ex~PFL) Célio David Nesce. Obteve 6.951 contra 6.433 votos dos dois candidatos adversários (3.397 de Iussef Rogério de Oliveira Felipe, o Rogério (Vice: Romeu Barbosa) e 3.036 de Sílvio Cláudio Silveira, o Silvinho da Deleite (Vice: Renato Machado). Maioria absoluta de 521 votos.
O PSD, partido fundado em São Paulo pelo prefeito Kassab, ao qual Célio Nesce se filiou, elegeu um vereador; o PT, coligado ao PSD em Raul Soares, elegeu dois vereadores. A oposição fez oito vereadores.
Uma situação, no primeiro momento, bastante complicada.
È de se acreditar, porém, que o poder de persuasão e a sinceridade do prefeito eleito, acrescido do espírito público dos novos vereadores, somarão esforços em favor das medidas adequadas que se façam necessárias em benefício da população.
Registre-se, ao ensejo, que Cleusa Conceição de Araújo Oliveira foi a terceira mulher eleita para a Câmara Municipal de Raul Soares.

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