domingo, 10 de novembro de 2013

FERIADO CIVIL 


Um estudo retrospectivo nos esclarece que a regulamentação dos feriados municipais no Brasil foi feita pela Lei Federal nº 605, de 5 de janeiro de 1949, estando em vigor a Lei nº 9.093, com a alteração da Lei nº 9.335, de 10 de dezembro de 1996.
Dispõe a legislação federal:
“Art. 1º - São feriados civis:
I – Os declarados em lei federal.
II -  a data magna do Estado fixada em lei estadual;
III – os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do município, fixados em lei municipal.
Art. 2º - São feriados religiosos os dias  de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluído a  Sexta - Feira da Paixão.”
Em Raul Soares a Lei nº 2023, de 6 de junho de 2006, criou um feriado civil, com a seguinte redação:
“Art. 1º - Para os efeitos do inciso III da Lei Federal nº 9.335, de 10 de dezembro de 1996, fica considerado como feriado civil a data de 19 de setembro, comemorativa da Emancipação Política do Município de Raul Soares.”
Acontece que, a emancipação  (criação) do município de Raul Soares  ocorreu em 7 de setembro de  1923, conforme a lei estadual nº 843, que dispôs sobre a divisão administrativa do Estado, sancionada pelo Presidente de Minas, Raul Soares de Moura.
O ato de criação, mantida a ortografia original, está no Capítulo I – Município – Seção Primeira. Do seguinte teor: “Creação –  Art. 2º - Ficam creados os municípios que abaixo se enumeram, se constituem e se delimitam, tendo por sedes, com categoria de villa, as povoações que já têm ou passarem a ter, pela presente lei, as respectivas designações: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
XXIV –de Matipóo, constituído dos districtos de São Sebastião de Entre Rios, que terá aquela denominação (desmembrado de Rio Casca) e Vermelho Velho e Vermelho Novo (desmembrado de Caratinga), com as actuaes divisas desses districtos.”
A Lei Municipal nº 2023, de 6 de junho de 2006, com muita condescendência para com o Legislativo e o Executivo de Raul Soares, se constitui em um lamentável e deplorável “cochilo”.
Dois são os motivos: O feriado civil deveria ser em 7 de setembro e não 19 de setembro; não todo o ano, mas no ano de 2023.

“ Humano é errar, perseverar voluntariamente no erro é diabólico” (Santo Agostinho, Sermões, nº 164, séc. 14)


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

SÃO SEBASTIÃO DE ENTRE RIOS/MATIPOÓ/RAUL SOARES


Em 30 de agosto de 1911 foi sancionado pelo Poder Executivo, exercido pelo Coronel Júlio Bueno Brandão, a Lei nº 556, criando o município de Rio Casca.
Faziam parte do município, o antigo arraial de Bicudos, São Pedro dos Ferros e São Sebastião de Entre Rios.
Foi designada pelo governo a data de 1º de junho de 1912 para a instalação da Câmara Municipal do município.
Na Câmara Municipal de Rio Casca, eleita para o período de 1912/1915, figurava como representante de São Sebastião de Entre Rios, o vereador especial Cel. João Domingos da Silva. Joaquim José da Silveira, residente em São Sebastião de Entre Rios, também era vereador.
No livro “RIO CASCA–APONTAMENTOS” o autor Benjamin Vieira Coelho, vereador, refere-se a Joaquim José da Silveira chamando-o o Licurgo ( * ) da Câmara Municipal (página 246). E, na página 247 salienta que “o vereador Silveira era algum tanto enciclopédico, quero dizer, procurava ter ao menos uma tênue luz de cada coisa. Mas, justiça lhe seja feita, não era um presumido, como muitos convencidos, que se julgariam dignos de figurar no museu dos sete sábios da Grécia. Aprendera bem as letras primárias com o professor que depois se tornou seu sogro. Era farmacêutico prático, de muita competência, e nas horas vagas dedicava-se ao estudo da língua vernácula e apreciava muitíssimo a História. Em salão, conversava admiravelmente, denotando ilustração. Na Câmara era insaciável. Qualquer projeto que os outros colegas pretendiam apresentar ele se incumbia da redação dos mesmos e posso até dizer ter sido o líder de nossa Câmara. Teve uma vida bem cheia de serviços a Rio Casca, onde dorme o sono da eternidade.”
O representante de São Pedro dos Ferros na Câmara era o vereador Francisco Martins Pinheiro. Em a página 245 de “Rio Casca – Apontamentos” Benjamin Vieira Coelho comenta: “Soube respeitar, de fato o juramento que prestara de bem servir aos interesses de Rio Casca. Na hora de chamada para abertura das sessões, era certo ouvir a voz daquele representante de Ferros dizer “presente”. Sim, naquele dia ele havia deixado as múltiplas obrigações da sua vida trabalhosa, as suas fazendas, os seus negócios e era o primeiro a subir os degraus do paço municipal, para não faltar aos seus deveres de vereador”.
Nos anos 20 do século passado novos municípios foram criados.
Em 7 de setembro de 1923, através da Lei nº 843, que dispõe sobre a divisão administrativa do Estado de Minas Gerais, sancionada pelo Presidente Raul Soares de Moura, nasceu o município de Matipoó, na categoria de vila, constituído dos distritos de São Sebastião de Entre Rios, desmembrado de Rio Casca, Vermelho Velho e Vermelho Novo (desmembrados do município de Caratinga). 
Em 7 de setembro de 2023, portanto, o município completará o centenário de sua emancipação.
Em 19 de setembro de 1924 a denominação de Matipoó foi alterada para Raul Soares, ainda na categoria de vila. Foi uma homenagem das mais justas ao fundador: um grande político, jurista e professor brasileiro, falecido em 4 de agosto de 1924.
Outro fato importante ocorrido na história de Raul Soares, na década de 20, foi a sua elevação á categoria de cidade, através da Lei nº 893, de 10 de setembro de 1925.
Em 19 de setembro de 2024, portanto, o município completará o centenário da denominação de Raul Soares e em 10 de setembro de 2025 a sua elevação a cidade.
Atualmente, o município é constituído da sede, dos distritos de Bicuiba, Vermelho Velho, Santana do Tabuleiro. São Sebastião do Óculo, São Vicente da Estrela e do povoado de Cornélio Alves.
A Câmara Municipal de Raul Soares foi instalada em 20 de janeiro de 1924, com os seguintes vereadores: Cel. João Domingos da Silva – Joaquim José da Silveira – Carlos Gomes Brandão – Cel. Raymundo Raphael Coelho – Francisco Costa Abrantes – José Maria de Souza e Cel. Joaquim Milagres Sobrinho.
O Presidente e o Vice-Presidente eleitos foram, respectivamente, os vereadores Carlos Gomes Brandão e o Cel. Raymundo Raphael Coelho.
O vereador Presidente exerceu o mandato por pouco tempo sucedendo-lhe com empenho e zelo o Vice – Presidente.
Em 20 de janeiro de 2024 a Câmara Municipal de Raul Soares comemorará também o seu centenário.
A insistência do colunista na questão do CENTENÁRIO se deve ao fato da importância de que se reveste a data na vida das pessoas, na vida das empresas e na existência dos Municípios.
No que tange aos municípios o Governo Federal, conceituou, através da Lei nº 9.335/96, de 10 de dezembro de 1996, os feriados civis comemorativos considerando como tal os dias do inicio e do término do ano do centenário de sua fundação.

( * ) Licurgo, legislador legendário dos séculos IX e VIII a. C. A tradição antiga lhe atribuía o conjunto das instituições espartanas.

domingo, 30 de dezembro de 2012


DESEMPENHO DOS PARTIDOS POLÍTICOS EM RAUL SOARES NAS ELEIÇÕES PROPORCIONAIS DE 7 DE OUTUBRO DE 2012
P A R T I D O S
PORCENTAGEM
NÚMERO DE VOTOS
P D T
16,19
2.239
                     P T
15,13
2.092
P S D
11,33
1.567
P P S
11,17
1.545
                     P R
8,27
1.144
   P S D B
7,84
1.084
 D E M
6,10
  843
    P M D B
5,54
 766
                    P T B
5,13
 709
                    P P
3,95
 546
                    P S B
2,82
 390
P M N
2,65
 366
 P R T B
2,03
 281
                   P H S
1,09
 150
                   P V
0,76
 105
S  O  M  A  S
                 100,00
                  13.827

Candidatos de quinze partidos foram votados em Raul Soares.
O DEM (ex PFL), que há alguns anos vinha liderando o ranking, caiu para a sétima posição.
O  líder atual é o PDT.
Vários foram os motivos que levaram o DEM a perder a liderança.
E, de um modo muito especial, o afastamento da disputa eleitoral do experiente líder  político Joaquim Fragoso e as desfiliações dos vereadores Célio David Nesce e  Fernanda Chrystine de Souza e dos suplentes de vereador  José Maria Peixoto e  Daniel Pires de Almeida (Daniel Laranjeiras).
A Câmara Municipal para a legislatura de 2013/2016 passou a contar com 2 vereadores do PDT; 2 vereadores do PT; 1 vereador do DEM; 1 vereador do PSD; 1 vereador do PPS, 1 vereador do PTB; 1 vereador do PR; 1 vereador  do PSB e 1 vereador do PP.
A pulverização das representações políticas é consequência direta da legislação eleitoral que permite coligações também para eleições proporcionais.
A coligação é, em verdade, um novo partido criado especialmente para as eleições de vereadores e deputados.
 A sua ação perdura durante toda a legislatura, ou seja: a vaga que ocorre durante a legislatura será preenchida pelo suplente mais votado dentre os candidatos da coligação.
Para valorização dos partidos políticos o quociente eleitoral deveria ser observado, individualmente.
Temos notícia de que em uma próxima reforma política cogita-se abolir as coligações para as eleições proporcionais. 
Em Raul Soares, nas eleições de 7 de outubro de 2012,  quatro foram os partidos que atingiram o quociente eleitoral - 1.257 votos - conforme se vê no quadro acima.
Da leitura das eleições de 7 de outubro de 2012 constatamos:
Eleitorado de Raul Soares:- 17.043. Comparecimento: 14.369 eleitores. Abstenção: 2.674 eleitores. Votos nulos para prefeito: 721 votos. Votos brancos para prefeito: 264.
Votos nos candidatos a prefeito: 13.384. Votos nos candidatos a vereador, inclusive legenda: 13.827. Votos nulos para vereador: 269 votos. Votos brancos para vereador: 273 votos.
Os votos para os candidatos a vereador superaram os votos dos candidatos a prefeito – 13.827 / 13.384 = 443.
O alto índice de abstenção em todo o país preocupa o T S T.
Recentemente, a presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, assim se expressou   no jornal  Estado de Minas, edição de 30 de outubro de 2012, página 7: “ Esse é um dado que nós todos vamos nos debruçar sobre ele para que a gente tenha uma verificação adequada do porquê dessa ocorrência, quais as causas, quais as consequências e, portanto, quais as medidas que podem ser tomadas para convidar com mais eficácia todos esses eleitores que se abstiveram de votar, de vir a fazer isso”.


MINI - HISTÓRIA POLÍTICA DE RAUL SOARES


Em 20 de janeiro de 1924, ás treze horas, realizou-se a sessão solene de instalação da Câmara Municipal da Vila Matipóo, futuro município de Raul Soares.
Joaquim Milagres Sobrinho, João Domingos da Silva, José Maria de Souza, Francisco Costa Abrantes, Joaquim José da Silveira, Carlos Gomes Brandão e Raimundo Rafael Coelho, foram os vereadores eleitos que prestaram juramento.
Foi eleito presidente o vereador Carlos Gomes Brandão e vice – presidente o vereador Raimundo Rafael Coelho.
Em 27 de maio de 1927 empossaram-se os novos vereadores: Edmundo Rocha, Mário Augusto de Figueiredo, João Domingos da Silva, Romualdo José de Miranda, Aristides Pancrácio Alves de Souza, Joaquim Milagres Sobrinho e Francisco Firmino Pinto.
A presidência da Câmara Municipal coube ao vereador Edmundo Rocha, por se ele o vereador mais votado. Dupla era a função do presidente da Câmara: Legislativa e Executiva.
A revolução de 30 fechou as câmaras de vereadores e criou o cargo de prefeito. O ex-vereador João Domingos da Silva, foi nomeado para o cargo de prefeito de Raul Soares.
Em substituição à Câmara Municipal foi criado o Conselho Consultivo Municipal e nomeados conselheiros os cidadãos Francisco Ferreira Maia, Romualdo José de Miranda, Presciliano Gomes Silva Barros, Salim José Jorge e Domingos Ferreira de Andrade. Posteriormente, Romualdo José de Miranda foi substituído por José Pereira Lisboa e Presciliano Gomes Silva Barros por Bernardino Aladino Caldas.
O sucessor do Prefeito João Domingos da Silva foi o Eng.º Otávio Rodrigues Alves, também nomeado.
Em 17 de junho de 1936 a Câmara Municipal de Raul Soares voltou a funcionar. Os novos vereadores eleitos foram Antonio Vieira dos Santos, José Paolielo, Artur Pena, Aristides Pancrácio Alves de Souza, Raimundo Soares Albergaria Filho, Vicente Gonçalves Vieira, Carmo Ferreira Parente, Luiz Domingos da Silva e Manoel Rodrigues da Costa.
Conforme o disposto na Lei nº 55, de 28 de dezembro de 1935 e no art. 5º das Disposições Transitórias da Constituição do Estado, foi eleita a Mesa Diretora da Câmara, verificando-se o seguinte resultado: Presidente- Antonio Vieira dos Santos, seis votos e três votos em branco. Para 1º Secretário o eleito foi o vereador José Paolielo, com 6 votos e três votos em branco. Para 2º secretário o eleito foi Raimundo Soares de Albergaria Filho, com seis votos e três votos em branco.
Os vereadores de 1936 elegeram o primeiro prefeito constitucional do município de Raul Soares, para o período de 1936 a 1940. Foi eleito o médico Durval Octávio Grossi, com seis votos válidos e três votos em branco.
Em virtude do golpe que instituiu o Estado Novo, em 1937, o período do mandato do prefeito Durval Grossi estendeu-se até 1945.
No período de 1945/1946 Raul Soares teve vários prefeitos: Luiz Domingos da Silva, José de Oliveira Juncal (Juiz de Direito), Engº Antonio Matos Jardim, Décio Martins (secretário da Prefeitura), Benevenuto Lobo Pereira e Carlos Cotrim Berla. Todos eles nomeados pelo Governador do Estado.
Em 1946, na primeira eleição após a queda da ditadura foram eleitos os candidatos do Partido Social Democrático – PSD, sob a liderança de Luiz Domingos da Silva : Nilo de Abreu, prefeito e José Zeferino Pires, vice-prefeito. O grupo derrotado, liderado por Gerardo Grossi, teve como candidato o médico Heitor Soares de Moura.
Em 1947, Luiz Domingos da Silva, foi eleito deputado estadual constituinte.
Em 1950, o deputado Luiz Domingos da Silva disputou a eleição municipal levando de vencida o vermelhense Carlito Ferreira Brandão, candidato de uma coligação liderada por Gerardo Grossi, da qual faziam parte a União Democrática Nacional – UDN, o Partido Republicano – PR e o Partido Trabalhista Brasileiro – PTB; este fundado por Hugo de Aquino Leão.
Uma proeza eleitoral de Carlito:
Venceu Luiz Domingos da Silva, na cidade, por 71 votos. Contudo, a ascendência política de Luiz Domingos da Silva nos distritos garantiu-lhe uma tranquila vitória.
Em 3 de outubro de 1954, foi escrita uma nova página na história política de Raul Soares. O prefeito eleito foi José Zeferino Pires, que totalizou 4.963 votos contra 4.796 votos de Carlito Ferreira Brandão. Uma diferença de apenas 167 votos.
Em 3 de outubro de 1958, em sua terceira tentativa, Carlito Ferreira Brandão foi protagonista de expressiva vitória eleitoral. Obteve 5.934 votos contra 4.187 votos dados a Manoel Máximo Barbosa. Uma diferença de 1.747 votos.
Em 7 de outubro de 1962 Gerardo Grossi foi eleito deputado estadual pela União Democrática Nacional – U D N. Num eleitorado de menos de dez mil votos Gerardo Grossi obteve 4.975 votos. A votação do grande líder foi praticamente igual a do seu candidato a prefeito (Wilson Damião), que obteve 5.071 votos. A vitória de Damião sobre o adversário foi por 470 votos. Sotero Silveira de Souza, o candidato a vice-prefeito eleito, obteve 4.837 votos. Até esta eleição votava-se separadamente em prefeito e vice-prefeito, daí a diferença de votos.
Nas eleições de 1966 o prefeito eleito foi Sotero Silveira de Souza tendo como vice-prefeito Sílvio Nogueira de Castro.
Em 1970, o vitorioso foi novamente Wilson Damião, para o segundo mandato. Um mandato chamado ‘tampão’,de apenas dois anos; para coincidência de mandatos segundo os políticos estaduais. O vice-prefeito eleito foi José Zeferino Pires.
Em 1972, foi a vez de José Constantino Gonçalves eleger-se, tendo como vice-prefeito Lino Pinto, um grande líder político de Vermelho Novo.
Em 1976, houve continuidade na vitoriosa carreira política de Wilson Damião, eleito para o terceiro mandato, tendo como companheiro de chapa José Macário da Luz, uma das maiores lideranças políticas de Vermelho Velho.
José Macário da Luz, assumiu o cargo de prefeito, em virtude do falecimento de Wilson Damião.
Em 1982, numa acirrada disputa por seis sublegendas (três da Arena e três do MDB), Sotero Silveira de Souza conquistou o seu segundo mandato. Uma vantagem apertada de 149 votos. O vice-prefeito eleito foi Hely Goulart.
Em 15 de novembro de 1988 Wiron Francisco de Souza Xavier foi o vitorioso tendo como companheiro de chapa José Constantino Gonçalves. Obteve 6.093 votos, contra 3.532 votos de Hely Goulart, 3.060 votos de Jaime Peixoto Filho, 484 votos de Sílvio Nogueira de Castro, 437 votos de Nivaldo Correia e 145 votos de Antonio Leal Dutra.
A administração da dupla Wiron/Constantino foi muito profícua e amplamente aprovada pela população.
Ante o sucesso da administração Wiron, da qual fez parte como vice, aliado ás suas qualidades políticas, José Constantino Gonçalves foi eleito novamente prefeito em 1992, o seu segundo mandato como prefeito.
A vitória sobre o candidato adversário (Sotero) foi por 594 votos.
Constantino teve em Paulo César Pires um excelente vice-prefeito. Eficiente, discreto e sempre presente nos momentos necessários.
Em 3 de outubro de 1996, Sotero Silveira de Souza registrou a conquista do terceiro mandato de prefeito. Elegeu com ele o vice-prefeito José Samuel de Souza. Derrotou o candidato Renato Machado pela diferença de 567 votos.
Em 3 de outubro de 2000, o vitorioso foi Homero Ribeiro, tendo como vice-prefeito Belchior de Almeida César. A diferença sobre o segundo colocado (outra vez Renato Machado) foi de 576 votos. A votação de Homero representou 30,54% dos votos válidos.
Com a eleição de apenas quatro vereadores pelo seu partido Homero ficou sem cobertura parlamentar defrontando uma acirrada oposição que criou muitos problemas à sua administração.
Nas eleições realizadas em 3 de outubro de 2004 o prefeito eleito foi Vicente de Paula Barbosa, vereador com três mandatos, presidente da Câmara Municipal no 1º biênio 200l/2002; com base política no distrito de São Vicente da Estrela. A diferença sobre o segundo colocado (mais uma vez Renato Machado), foi de 260 votos, sendo 255 votos na sede do município e 5 votos nos distritos. O vice-prefeito eleito foi Laudácio Lasmar Lopes, funcionário concursado da Caixa Econômica Federal; um político vitorioso na sua primeira experiência eleitoral.
A votação obtida pela chapa Vicente/Laudácio correspondeu a 28,35% dos votos válidos.
A grande novidade nestas eleições foi a eleição de uma mulher, Fernanda Crystine de Souza Lima, para a Câmara Municipal. Antes, somente Wilma Menezes o conseguira, nas eleições de 1982.
A dispersão de votos em 2004 repetiu e agravou o ocorrido nas eleições de 2000. O resultado definiu o nível das incertezas e a desconfiança do eleitorado nos políticos.
Nas eleições de outubro de 2008 Vicente de Paula Barboza disputou á reeleição tendo como candidato a vice-prefeito Altivo de Melo. O seu adversário foi Laudácio Lasmar Lopes que nas eleições de 2004 foi seu companheiro de chapa, então, eleito para o cargo de vice-prefeito. Vicente reelegeu-se com 7.053 votos contra 5.932 do candidato Laudácio. A expressiva vitória pela diferença de 1.121 votos foi conseguida nos distritos já que na sede do município Laudácio obteve a maioria de 260 votos.
Vicente elegeu quatro vereadores para a câmara, mas sempre contou com o voto de um vereador da oposição, eleito pelo PT, em todos os momentos que precisou.
Nas eleições de 7 de outubro de 2012 o prefeito eleito foi o vereador de três mandatos pelo DEM (ex~PFL) Célio David Nesce. Obteve 6.951 contra 6.433 votos dos dois candidatos adversários (3.397 de Iussef Rogério de Oliveira Felipe, o Rogério (Vice: Romeu Barbosa) e 3.036 de Sílvio Cláudio Silveira, o Silvinho da Deleite (Vice: Renato Machado). Maioria absoluta de 521 votos.
O PSD, partido fundado em São Paulo pelo prefeito Kassab, ao qual Célio Nesce se filiou, elegeu um vereador; o PT, coligado ao PSD em Raul Soares, elegeu dois vereadores. A oposição fez oito vereadores.
Uma situação, no primeiro momento, bastante complicada.
È de se acreditar, porém, que o poder de persuasão e a sinceridade do prefeito eleito, acrescido do espírito público dos novos vereadores, somarão esforços em favor das medidas adequadas que se façam necessárias em benefício da população.
Registre-se, ao ensejo, que Cleusa Conceição de Araújo Oliveira foi a terceira mulher eleita para a Câmara Municipal de Raul Soares.

domingo, 28 de outubro de 2012


História da Câmara Municipal de Raul Soares

LEGISLATURA DE 2013/2016

A legislatura de 2013/2016 apresenta  novidades.
Houve aumento no número de vagas para onze, antes nove.
Os vereadores Joaquim Mariano de Souza, vereador desde a legislatura de 1963/1966, Fernanda Chrystine Souza, vereadora nas duas últimas legislaturas, Romeu  Barbosa e Célio David Nesce, ambos com  três mandatos, não disputaram a reeleição para a legislatura de 2013/2016.
Célio David Nesce foi candidato a Prefeito (PSD) e Romeu Barbosa, candidato a Vice – Prefeito (PPS).
Eleito prefeito, Célio David Nesce exercerá o mandato no período de 2013/2016. O seu nome será acrescentado à relação de vereadores com exercício do mandato de prefeito municipal de Raul Soares: Cel. João Domingos da Silva (1930/1931), Dr. Durval Octávio  Grossi(1933/1945), Dr. Luiz Domingos da Silva(1945-1951/1954), Wilson Damião (1963/1966 – 1971/1972 – 1977/1978), Dr. José Macário da Luz(1978/1981), José Constantino Gonçalves (1973/1976-1993/1996)), Wiron Francisco de Souza Xavier (1989/1992) e Vicente de Paula Barboza (2005/2008 -2009/2012 .
O ex-vereador Roberto Pires da Silva, que exerceu o mandato de vereador nas legislaturas de 1997/2000 e 2005/2008, voltou ao legislativo municipal para o terceiro mandato o mesmo ocorrendo com Joaquim Martins Gomes (quinca donana) e Eimard Rodrigues Ribeiro, com mandatos nas legislaturas de 2005/2008 e 2009/2012.
Ramiro Andrade Grossi, José Marcelino de Souza (toyota) e Claudeci Alves Costa foram eleitos para o segundo mandato.
Muita gente nova chegou á Câmara Municipal: José Maria Peixoto, Eder Sebastião Machado Silveira, José Maria de Oliveira Morais, Zezé da Farmácia, Geraldo Pereira de Melo e Cleusa Conceição de Araújo Oliveira, Nininha de Bicuiba.
Cleusa Conceição de Araújo Oliveira, a Nininha de Bicuiba, é a terceira mulher -  vereadora de  Raul  Soares; Vilma Menezes Fonseca (1983/1988) e Fernanda Chrystine Souza (2005/2008 – 2009/2012) a antecederam
Três dos vereadores eleitos para a legislatura de 2012 / 2016 têm  raízes políticas: José Maria de Oliveira Morais, Zezé da Farmácia: O avô João Florêncio de Morais foi vereador -  presidente da Câmara Municipal na legislatura de 1947/1950; José Maria Peixoto, filho de Jayme Peixoto, que foi vereador na legislatura de 1951/1954 e Ramiro Andrade Grossi, neto do ex-deputado estadual Dr. Gerardo Grossi.
O povo de Raul Soares espera de seus representantes  o máximo de zelo e atenção no exercício  dos mandatos que soberanamente lhes foram outorgados.

RELAÇÃO DOS VEREADORES

                 NOMES/VOTOS

Ramiro Andrade Grossi - 649
Cleusa Conceição de Araújo Oliveira -505  
Claudeci Alves Costa - 465       
Eimard Rodrigues Ribeiro - 436
José Maria Peixoto - 424    
Joaquim Martins Gomes (quinca donana) - 374
José Marcelino de Souza (toyota) - 315
Geraldo Pereira de Melo - 314          
Eder Sebastião Machado Silveira - 259 
Roberto Pires da Silva - 245
José Maria de Oliveira Morais - 218         


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fragmentos da História de Raul Soares

HISTÓRIA DE RAUL SOARES

Registra o Dicionário Histórico – Geográfico de Minas Gerais; ‘Consta que os primeiros moradores foram Cassimiro e Domingos Lana que, em 1841, venderam suas terras a Francisco Alves do Vale, que aí se fixou com sua família. Os filhos deste,José, Jacó,Francisco e Manoel Alves do Vale, depois da morte do pai, doaram parte de suas terras ao patrimônio da capela de São Sebastião (Minas Geais em 1925). A primitiva capela foi fundada pelo Pe. Francisco de Carvalho, que era vigário de São Pedro dos Ferros e passou a residir junto á capela que criara. Por escritura de 29 de outubro de 1973, João Pinto de Oliveira aumentou o patrimônio, doando cinco alqueires de terras. O povoado que aí se formou, chamou-se de São Sebastião de Entre Rios, pelo fato de localizar-se entre os rios Matipó e Santana. A população foi crescendo lentamente e, em 1902, a Câmara Municipal de Ponte Nova, pela lei municipal nº 146, de 3 de fevereiro,criou, criou o distrito de São Sebastião de Entre Rios. Na divisão administrativa de 1911, o distrito de São Sebastião de Entre Rios já figurava no município de Rio Casca. A autonomia municipal veio-lhe com a lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, que elevou o distrito á Vila, criando o município com a denominação de Matipó. O Município de Matipó ficou constituído dos distritos de São Sebastião de Entre Rios (sede) , desmembrado do município de Rio Casca, Vermelho, desmembrado do município de Caratinga e Vermelho Novo, criado pela mesma lei que criara o município. A Vila solenemente instalada a 20 de janeiro de 1924, com a posse do primeiro governo municipal: Cel. Carlos Gomes Brandão, Presidente da Câmara e Agente Executivo Municipal: Cel. Raymundo Raphael Coelho, vice-presidente da Câmara; Cel. Joaquim José da Silveira, secretário e Coronéis João Domingos da Silva, Joaquim Milagres Sobrinho, Francisco Costa Abrantes e Jose Maria de Souza, vereadores. A Lei nº 862, de 19 de setembro de 1924, mudou a denominação do município de Matipó e do distrito de São Sebastião de Entre Rios (sede) para Raul Soares atendendo a representação dos moradores. Era uma homenagem ao Presidente do Estado. Empossado a 7 de setembro de 1922, e falecido antes do término de seu período governamental. Raul Soares, foi elevada á categoria de cidade pela Lei nº 893, de 10 de setembro de 1925. Fica na Zona da Mata. “
Em virtude de ter sido emancipado o distrito de Vermelho Novo , em 21 de maio 1995, e instalado o município em 1997, o município de Raul Soares passou a ser constituído de seis distritos: Raul Soares (sede), Bicuiba, Santana do Tabuleiro, São Sebastião do Óculo, São Vicente da Estrela e Vermelho Velho.

terça-feira, 26 de julho de 2011

1º aniversário do município

ATA DA SESSÃO COMEMORATIVA DO 1º ANNIVERSÁRIO DA INSTALAÇÃO DO MUNICIPIO DE RAUL SOARES

Aos 20 dias do mez de janeiro de (1925) mil novecentos e vinte e cinco, nesta Villa de Raul Soares, no salão nobre da Câmara Municipal, onde se achava o elemento representativo do município e demais pessoas gradas,assumiu a presidência da Mesa o Sr. Major Raymundo Coelho, Presidente da Câmara, o qual convidou para seu secretário o Sr. Levindo de Assis Lopes e os cidadãos Sr. Alexandre Santori, Capm. José de Salles Pereira, Edward Leão, Jair do Carmo, Olegário Filgueira, Floriano Brandão, Capm. José de Lemos, Alonso Rocha, Juvenil Barbosa, Augusto Matheus, Cel. Joaquim Milagres Sobrinho e Capm. José Maria de Souza. Levantou-se o Sr. Presidente e explicou aos presentes o fim da reunião, e em palavras calorosas e enthusiasticas concitou o povo a trabalhar pelo engrandecimento desta terra que completa hoje um anno de emancipação. Terminando o Sr. Presidente passou a palavra ao Exmo. Sr. Dr. Adolpho Mário de Oliveira, orador oficial dos festejos, que pronunciou em linguagem pura e escorreita uma peça oratória de subido valor, sendo ao terminar delirantemente aplaudido. Em seguida usaram a palavra o Acadêmico de Medicina Dr. Jair do Carmo, srs. Edward Leão, Escrivão da Collectoria Estadual e Pharmacêutico Antonio Gomes de Barros e o Sr. Major Raymundo Raphael Coelho, Presidente da Câmara, num impulso de verdadeiro enthusiasmo, novamente se ergueu e congratulou-se cm seus comunicipes pela reunião de factos que deram lugar a esta festa, taes como commemorção do primeiro anniversário da emancipação política do município e a recente creação do Termo Judiciário, notícia esta transmithida neste acto ao audictorio pelo illustre que leu o telegramma recebido hoje do Major digo Cel. Benjamim do Carmo, chefe político local actualmente em Bello Horizonte,cujo conteudo era participação do auspicioso acontecimento. Finalmente usou da palavra a senhorita Emília Caputo, distincta normalista conterrânea que pronunciou bellíssima oração incendiada de verdadeiro sentimento patriótico e, declarando encerrada a presente sessão, mandou que se lavrasse esta acta, na qual pedia fossem consignados votos de solidariedade aos Exmo. Sr. Mello Vianna, Sandoval de Azevedo, Mio Brant, Alencar Araújo, Daniel de Carvalho, Camillo Soares de Moura, Major Benjamim do Carmo, Chefe Politico do município.De tudo , para constar, lavrou-se a presente acta, que vai assignada pela Mesa e mais pessoas. Eu, Levindo de Assis Lopes, secretário, a escrevi.Raymundo Raphael Coelho-Presidente, Adolpho Mario de Oliveira-Orador official, Augusto Matheus, Floriano Brandão, Alonso Rocha, Juvenal Silva Barbosa, José de Lemos, Olegário Filgueira, Jair de Souza Araújo, Edward Leão, José de Salles Pereira, Mariano dos Santos, Anitta Baptista, Emília Caputo, José Baccelar, Alencar Filgueira,, Niza Matheus, Lya Baptista, Júlia da Conceição Caputo, Iracema Barbosa, José Cândido Nogueira, Dolhirio de Carvalho,Altivo Alves da Silva, José Emílio, Waldemar Miranda Coelho, José Saturnino Salles, Antonio Mariano Gommes,, Francisco Alves de Salles,, Caetano Elias da Silva, José Alves de Magalhães,Ignácio Galvão, José Duquina, Mariano dos Reis, Francisco Costa Abrantes, Joaquim Rezende do Valle, Miguel Moreira Dias Júnior, Levindo de Assis Lopes, Longuinho de Assis Lopes, Magnólia Vaz de Mello, Maria Miranda Coelho, Nicolina Rocha, Alzira Bellico Lino, Olinda Baptista, Luzia de Senna Ferreira, José Maria de Souza.